quinta-feira, 5 de março de 2009

Restaurant Week 2009 #3 - Seraphini

Na terceira noite da maratona, fomos parar, meio por acaso, no Seraphini. E que surpresa mais agradável!

Ficamos sentados na varanda, seguindo a sugestão que o funcionário da casa nos fez quando ligamos para reservar. Realmente, é o lugar mais simpático da casa, com um jardinzinho e iluminação de velas.

O prato da entrada deu um bom cheiro do que estava por vir no ótimo jantar: uma saladinha de folhas, com carpaccio de kobe beef, que derretia na boca de tão macio (era a única opção do menu promocional). Começou tão bem que até decidimos pedir um vinhozinho para acompanhar (claro que optamos por taças avulsas, já que a carta de vinhos não era nada animadora para os nossos bolsos. Cada taça de um bom cabernet sauvignon chileno: R$ 15).


O problema do ambiente a luz de velas é que as fotos ficaram péssimas. Use a imaginação!


Vieram os pratos prinicpais: o meu, um Tortelini de Vitella com molho ao sugo, simplesmente delicioso. Uma massa fresca, leve, recheada no ponto, com um molho super saboroso.




O dele foi um Tagliatelli com ragu de camarão (por sinal, diferente do Bavetti verde que estava anunciado no site do Restaurant Week). De qualquer forma, não decepcionou. Servido num prato fundo gigante (parecia um balde, mas era charmoso demais!), uma porção grande e muito gostosa. Só não se deu muito bem com o cabernet sauvignon que o sommelier tinha nos indicado, mas já esperávamos por isso. Erro dele que não nos sugeriu um vinho para cada prato. Teríamos topado.




A sobremesa, na primeira garfada foi facilmente definida: apelação. Um doce de chocolate (casquinha crocante por cima), recheado de mousse de chocolate com um morango dentro. Chocolate + chocolate + morango. Impossível de errar. Mas hei de admitir, tava gostoso demais.


Sim, olha que tentação...


O Seraphini foi uma agradabilíssima surpresa. Ótimo menu, ambiente super romântico e atendimento nota 9,5 (não foi 10 porque o sommelier tinha que ter indicado outro vinho para o prato com camarões!!). Além disso, como não é dos mais famosinhos, estava bem mais vazio e tranquilo. Recomendo fortemente.


Veja as informações do Seraphini no site do Restaurant Week aqui.

terça-feira, 3 de março de 2009

Restaurant Week 2009 #2 - Arábia

Mais um dia de festival e mais um restaurante novo (pra nós). Não há muito o que falar. Com esse nome, já da pra ter uma ideia (sem acento!). A casa é bem elegante e tradicional, com 22 anos de vida.

Bom, quanto ao festival: provamos o Falafel com salada de salsinha, cebola, e tomate, temperado com molho tarator. O falafel propriamente dito estava divino, porém, a salada que o acompanhava continha conservas de couve-flor e rabanete extremamente ácidas e/ou "avinagradas". Isso nos pegou meio de surpresa.


A outra entrada, foi o Fatuch - Tomates, rabanetes, pepinos, mix de folhas verdes, cebola, temperados com molho de romã e acompanhados de crocantes pedaços de pão árabe frito. Convenhamos: uma bela salada, porém, também bastante ácida pros paladares mais sensíveis. A surpresa boa é o molho de romã, que dá uma doçura com acidez ao mesmo tempo. Bem interessante.


Os pratos principais foram o Michui de frango - um espetinho de frango com tomate e cebola, acompanhado de arroz marroquino. Realmente, nada de mais. Muito saboroso, mas nenhuma surpresa.


E o trigo com lentilha - uma das não muitas opções vegetarianas do festival. Muito gosotoso, mas também sem muitas surpresas.


Os grandes destaques da noite foram sem dúvida a coalhada seca (a melhor que já comemos, disparado), o charutinho de folha de uva, que ganha do Almanara com alguma sobra (nem falemos de Habib's né??) e o Dedinho de Noiva. Este último, é uma das opções de sobremesa do festival. Simplesmente imperdível. Estamos acostumados a doces árabes sempre com o mesmo gosto de nozes e pistache, mas esse é diferente. Ficou no meu TOP-10 doces com certeza!

O jantar como um todo foi excelente, mas não sei se é um restaurante tão empolgante quanto o Tarsila. Pra quem quer sabores novos no festival, o Arábia não satisfaz muito não. Na minha equação de valor, o Almanara ainda ganha em custo/benefício. O Arábia é melhor, mas também, bem menos acessível fora do Restaurant Week.


segunda-feira, 2 de março de 2009

Restaurant Week 2009 #1 - Tarsila

Começamos hoje a nossa maratona Restaurant Week, sofrendo para escolher alguns restaurantes dentre os mais de 100 que estão participando do evento. Vamos ter que concentrar nossas visitas nesta semana, já que a parte masculina do casal que vos escreve vai tirar dois dentes do siso na sexta-feira. Ou seja, segunda, terça, quarta e quinta de restaurantes!

Nosso primeiro escolhido foi o Tarsila, que chamou a atenção pelo menu criativo, com ingredientes muito interessantes.

O ambiente é bem típico de um restaurante de hotel (o Tarsila fica dentro do Hotel InterContinental): bem clássico e elegante, sem perigo de errar, mas muito aconchegante. Como sempre fazemos neste tipo de evento, cada um pediu um prato diferente, assim podemos experimentar todos os itens do menu (esta é uma boa dica!).

O couvert e a entrada eram frios, muito adequados à noite quase desértica de São Paulo neste verão. Misturas muito criativas, como o gateau de siri com guacamole picante (picante mesmo, para os paladares menos preparados), muito gostoso, mas um pouco enjoativo no final. A outra entrada, o crocante de presunto parma com figos caramelizados e rúcula ao vinagrete de limão siciliano também muito interessante, com o croc-croc do presunto contrastando com o figo macio.

Uma das entradas, o crocante de presunto parma com figos caramelizados e rúcula ao vinagrete de limão siciliano

Mas já nas entradas reparei que o chef do lugar se utilizava muito de um recurso que eu, particularmente, não sou muito fã: os toques adocicados nos pratos salgados. Eu, que não gosto de queijo com goiabada, nem de maionese com maça, não me dei muito bem no Tarsila. Fica a dica: se você for como eu, prefira as outras 99 opções de lugares do Restaurant Week.


Os pratos principais, muito bem servidos (um exemplo a ser seguido, pois já vimos muito miserê nos menus dos eventos passados), demoraram um pouco para chegar, visto que o lugar não estava nem metade cheio. Eu pedi o filé mignon ao molho de ostras com pupunha defumado, muito saboroso e diferente, mas (adivinhem), o molho de ostras era bem adocicado:



Ele pediu o linguado com banana da terra, mil folhas de espinafre e batata ao molho de limão cravo, também muito criativo mas que, na minha opinião, faltou um pouco de tempero...



As sobremesas chegaram, de comer com os olhos! Olha que coisa maravilhosa os macarrons com sorvete sabores da Amazônia:



Lindos, apesar de termos pensado um pouco sobre como comê-los, pois era bem difícil partí-los com a colher e o garfo. Decidimos que a melhor forma era abrir no meio, como fazíamos com as bolachas recheadas quando éramos crianças, e comer uma metade de cada vez. A minha sobremesa foi o zabaion com frutas vermelhas, surpreendente! Com um toquezinho de café, o biscoitinho crocante! Overdose de açúcar, mas muito saboroso!

A foto ficou horrorosa, mas acredite, é delícia!



Na saída, ainda batemos um papo com o garçom, que nos contou que a casa conta com um menu intermediário, servido no intervalo entre o almoço e o jantar. Além disso, eles também têm um menu degustação, que só de ouvir deu água na boca. Insistiram para que preenchêssemos a pesquisa de satisfação no final da refeição. Achei o máximo. Apesar de sermos clientes ocasionais (talvez de uma vez na vida), queriam saber nossa opinião.

Total: R$ 107,00 para duas pessoas, com dois sucos, uma água e couvert. Tá na média dos jantares Restaurant Week.

E este foi o nosso primeiro! Amanhã tem mais! E Viva o Restaurant Week!

Veja as informações do Tarsila no site do Restaurant Week
aqui.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Santa Clara Batataria

Adoro coisas com foco! Talvez por isso, ao ouvir falar de uma batataria, tenha ficado logo interessado. A princípio, imaginei um lugar com 300 tipos de batatas, preparadas de 300 jeitos diferentes. Como eu gosto de estar errado!!

A Santa Clara Batataria só faz 2 tipos de batata: a grande e a pequena!

Lá, só se serve este "hamburgão" recheado. Na verdade, é uma variação da batata suíça. Eles pegam as meninas, ralam, recheiam e fritam em imersão. Os recheios variam bastante. Se não quiser errar na pedida, vá de requijão com bacon. Pros mais ousados, cogumelos, camarão e carne seca são boas pedidas também!



Voltando às opções (grande e pequena), recomendamos fortemente ir com a pequena por dois motivos:
1. A pequena vem com uma salada (você escolhe entre 3 saladas e 3 molhos)!
2. A grande é fritura demais pra alguém que não nasceu nos EUA. E não vem com salada.

Obviamente, se você aguenta esse tanto de fritura, provavelmente não iria querer salada de qualquer jeito...

Em resumo: batatas crocantes e deliciosas, recheadas e acompanhadas de uma cervejinha. Atendimento bem atencioso, em geral feito por jovens garçons muito simpáticos. Ambiente agradável e, vez ou outra, com um jazz (piano e baixo) ao vivo. Vale muio a pena conhecer!

Endereço: Rua Áurea, 361 - Vila Mariana - mapa
Fone: 5575-9504
Horário: Seg/Sex - das 18h as 23h | Sab/Dom/Feriados - 12h as 23h
Preço: R$ 32,00 com bebida e serviço por pessoa.

Kiraku - Mais um Japonês

Sim, adoramos restaurantes japoneses. Ainda mais quando tem comida de qualidade, bom atendimento e preço justo. Esse é uma boa dica de lugar para almoçar pra quem trabalha nas imediações de Faria Lima X Juscelino, mas também abre aos sábados!

O Kiraku tem o que todo bom restaurante japonês tem: japoneses atendendo. Geralmente aquela senhorinha, ajudada pelas filhas. Já causa a primeira boa impressão. O lugar é pequeno e fica bem cheio nos almoços comerciais (principalmente após as 13h), mas vale a pena. Lá você tem duas opções: pedir um prato (um yakissakana (vulgo anchova grelhada), por exemplo), acompanhado de gohan e missoshiru, a um preço ótimo (uns R$ 17), ou encarar o buffet (R$ 30 nos almoços comerciais, R$ 35 nos demais horários).


Ah, o buffet. Diferente da maioria dos buffets, neste a comida está sempre fresquinha. Aliás, estou ficando cansada de rodízios de japonês que deixam os suhis prontos horas antes de servir. Estava até com saudade de comer um sushi fresco. Os pratinhos com os mais variados tipos de sushis são repostos a todo momento. Sim, se você for em um horário muito cheio talvez tenha que esperar um pouco, ou ficar de olho quando o sushiman liberar mais uma leva. Mas você comerá sushis frescos.


Ao lado dos sushis, rechauds com as mais variadas delícias fritas e gordurosas. Guiozas, shimeji, tempurás de camarão, anchovinhas grelhadas, de tudo. Dica importante: vá preparado para ficar com aquele cheirinho de gordura na roupa e no cabelo. É um ponto negativo, mas compensa!


Enfim, apesar de ter ido só uma vez, agora que aprendi o caminho certamente ficará na listinha dos lugares favoritos. Vale a pena conhecer.


Endereço: Rua Prof. Atílio Innocenti, 227 - Itaim Bibi - mapa
Fone: 3079-4345 / 3079-3746
Horário: Almoço e jantar. Fecha aos domingos.
Preço: Pratos 'comerciais' entre R$ 15 e R$ 20. Buffet à vontade entre R$ 30 e R$ 35.
Site: Não possui.

domingo, 26 de outubro de 2008

Bistro Kazu - Sushi e Bento Delivery

Nossa primeira dica exclusivamente delivery, o Bistro Kazu surpreende pela equação entre preço bom e qualidade. Todo mundo já conhece sushi, mas, para quem não sabe, o bento (lê-se bentô) é tipo um PF (prato feito) japonês. Uma série de itens vêm em uma bandejinha, basicamente composta de arroz japonês, um peixe ou uma carne e outros acompanhamentos.

Eles também aceitam pedidos em grande quantidade para festas e eventos (ou se você estiver com muita fome)

O Bistro Kazu conta com um cardápio bem amplo, dividido nas categorias: bento, macarrão (onde você encontra os yakissobas que você já conhece, mas também sobás e udons), donburi (basicamente um arroz e um acompanhamento, como carne, tofu ou, se você for ousado, enguia), sushis e sashimis e saladas.

Uma dica deliciosa é o yakiniku-don, um donburi de arroz com uma carne refogada e fatiada. Simples, delicioso e custa R$ 9,00. Os pedidos vem bem embalados, em embalagens muito simpáticas. Mas planeje-se: o tempo de entrega é geralmente de uma hora. Peça com antecedência para não morrer de fome. Eles entregam no almoço e no jantar, em horários rígidos (veja abaixo na descrição do serviço). Todo o cardápio está online (aleluia, adeus panfletos de restaurantes), e inclui preços. Você pode pedir o prato pelo código, caso encontre dificuldades de verbalizar coisas como toriteriyaki-don ou fique envergonhado de pedir um katsu-don.

Endereço: Rua Joaquim Távora, 302 - Vila Mariana mapa

Área de Entrega: Entre os bairros da Vila Mariana, Ipiranga, Aclimação, Liberdade e Jardim Paulista

Fone: 5575-4711 / 5084-4051

Horário (para pedidos): Segunda à sexta, das 8h às 19h30. Sábado, das 8h às 15h. Domingos e feriados, das 8h às 13h.

Preço: R$ 15,00 a R$ 20,00

Site: http://www.bistrokazu.com.br/

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Empório São Jorge

Sabe aquele domingo que você não está afim de cozinhar, muito menos de enfrentar restaurantes lotados e caros? Que tudo que você quer é uma comidinha aconchegante, rápida e gostosa, para poder voltar logo pro sofá? Aí vai uma boa dica.



O Empório São Jorge é um restaurantezinho árabe bem caseiro. Todos os dias, inclusive aos sábados e domingos, um buffet de pratos típicos frios e quentes é servido, pagando-se por quilo. A casa é bem tradicional, e além de ser restaurante também vende ingredientes e iguarias árabes. O lugar é bem simples, com poucas mesinhas apertadas, onde gente de todo tipo faz suas refeições. No final de semana é muito frequentado por pessoas de idade (ou seja, se tiver afim de azaração, não é o lugar ideal). A família inteira se reveza no atendimento, todos muito simpáticos. E a comida, uma delícia. Sem muitas surpresas, mas é aquele lugar seguro: não tem erro. Coalhada seca, homus, tabule, kibe cru, kafta, abobrinhas recheadas, charutinhos de uva e de repolho, tudo gostoso e quentinho nos rechauds. Não deixe de experimentar uma das sobremesas típicas depois da refeição, é só pedir no balcão.

A região do Paraíso tem ótimos restaurantes árabes, mas temos um carinho especial por este. Ótimo custo benefício, praticidade e bem gostoso. É tudo que a gente precisa em certos dias!

Endereço: R. Desembargador Eliseu Guilherme, 322, Paraíso - mapa
Fone:
3889-8449
Horário:
Segunda à sexta, das 8h30 às 20h. Sábado, das 8h30 às 19h. Domingo, 9h às 14h
Preço:
Cerca de R$ 20,00 um prato bem feito
Site:
Não possui

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Korea House - Churrasco Coreano

Vem chegando o friozinho e com ele, a temporada de comidas quentinhas e aconchegantes. Procurando não cair nos clichês de sempre (sem menosprezar os clássicos!), fui parar num restaurante coreano da Liberdade. Confesso que o longo, estreito e inóspito corredor de acesso me intimidou um pouco, mas ao chegar ao salão do restaurante, fui quase que obrigado a me sentar e experimentar o que quer que fosse preparado nos curiosos “réchauds” dispostos em todas as mesas.

Perguntei à garçonete o que é que se comia naquilo e ela respondeu “é o churrasco coreano”. É ele o grande destaque do cardápio. Não hesitei em pedir um.

O réchaud tem um formato semelhante ao de um chapéu chinês (daqueles meio cônicos), porém com as abas levantadas, formando uma canaleta. É nessa canaleta que é colocado uma espécie de caldo. Na parte cônica, mais em cima, é colocada a carne já temperada. Junto da carne, chegaram por volta de 10 potinhos, cada um contendo um coisa diferente. Conservas, batatinhas, folhas de alface, missô apimentado, broto de feijão, ovo, verdurinhas e mais varias outras coisas.

Obviamente, eu não fazia idéia de como proceder, portanto tentei observar os outros clientes. Um em particular me chamou a atenção. Coreano legítimo. Estava sozinho à mesa e, compenetrado em ler sua revista, não percebeu que eu fiquei copiando todos os seus movimentos.

Primeiramente, enquanto a carne fritava sobre o cone de metal, fui silenciosamente instruído a ir regando-a com o caldo da canaleta. Com a carne no ponto desejado, o moço pegou um pedaço de alface (sem o talo), e colocou na palma da mão. Um pouco de arroz, um pouco da carne direto do réchaud, um pouco do missô apimentado e algo mais que não consegui distinguir à distância, então, fui provando diferentes combinações aleatórias. Feito isso, fecha-se a alface como uma flor e TCHUM!! Tudo direto na boca. Nada de mordidinhas.

O gosto? Bem, carne muito bem temperada e levemente apimentada. Uma pontinha de missô, algo levemente adocicado no meio. Quente e frio juntos. O croc-croc da alface...

Difícil dizer, mas sem dúvida, muito gostoso. E especialmente diferente. Vale lembrar que a culinária coreana como um todo tende a ser bem apimentada, então, tudo que tiver cor avermelhada, dê uma provadinha antes.

Endereço: Rua Galvão Bueno, 43, Liberdade - mapa
Fone:
3208-3052
Horário: Fechado às quartas feiras
Preço: R$ 20,00 (meio churrasco, bebida e serviço)
Site: não possui

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo

Um nome de respeito. Sim, este é o nome de um estabelecimento nos Jardins que serve um bolo de chocolate no mínimo, pro mais chato dos críticos, diferente. Trata-se de uma franquia. A doceria original e homônima fica em Portugal. A receita é secreta e as pessoas que a preparam, participam apenas de etapas, nunca sabendo TODO o processo.

Uma coisa é sabida e foi exatamente o que me gerou mais curiosidade: não vai farinha na receita. Bom, só restou ir até lá pra conferir. Acho que a maioria das pessoas diz “vou lá pra ver se é mesmo o melhor bolo de chocolate do mundo”.

Sobre o lugar, pouco a dizer. Simples para os padrões da Oscar Freire. Serve café, sucos e refrigerantes, dois tipos d’O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo (tradicional e meio amargo) e como opção salgada, somente um sanduíche de presunto cru com queijo português. Obviamente, não fui até la pra comer misto frio de rico, então pedi logo duas fatias d’O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo, uma tradicional (53% de cacau) e uma meio amarga (70% de cacau).



O que dizer???

Uma deliciosa overdose de chocolate. A questão da farinha foi respondida ao passar a colher e cortar o primeiro pedaço. A “massa” é na verdade uma espécie de suspiro de chocolate. Uma crosta crocante e açucarada que derrete na boca. Algumas camadas desse “suspiro” são intercaladas com algo que fica entre um mousse e um creme de chocolate. Não é mousse porque não é aerado e não é creme porque é firme. Firme como...como...como um mousse.

Pera lá!! Apesar de ser um chocólatra dos bons, preciso ser um pouco mais imparcial! Existe sim um defeito. Na minha opinião, a versão tradicional se mostrou um pouco enjoativa. Pra quem não gosta de doces muito “açucarados”, daqueles que até arranham a garganta, sugiro que optem pela versão amarga. Não que eu não pudesse comer um bolo inteiro desses sozinho, mas é que se tivesse que escolher, sem dúvida, seria o amargo.

Endereço: Rua Oscar Freire, 125 - mapa
Fone:
3061-2172
Horário: Diariamente das 10h às 21h
Preço: R$ 7,50 (cada fatia)
Site: não possui

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Pernil do Estadão

Mais do que um lanche, o Pernil do Estadão é um patrimônio dessa cidade. A prova disso é o completo caos que é a freqüência do lugar. É simplesmente impossível traçar um perfil psicográfico da clientela, já que encontramos absolutamente de tudo por la.
Localizado no centro velho de São Paulo e aberto 24h, o bar acaba atraindo muitos trabalhadores da madrugada, baladeiros em fim de noite e eventuais baladeiros de fim de noite que esticam um pouco o programa com trabalhadoras da madrugada em fim de expediente.

São consumidos em média, 9 pernis por dia. Mais ou menos 300 sandubas generosos. A carne é fatiada na hora sobre uma travessa cheia de molho à base de cebola e pimentão. De lá, vai direto pro pão francês sempre fresquinho e crocante. Vale experimentar uma gotinha da pimenta que fica no balcão (uma mistura de comarí com malaguetas verdes e vermelhas). É só não exagerar, pois o negócio é quente mesmo!!




O sabor é inigualável. Confesso que muitas vezes deixei de comer o 2º sanduba mesmo com fome, por perceber que a primeira mordida é insuperável e à medida que a fome vai diminuindo, o tesão também. Foi uma forma que achei de sustentar a idealização desse sabor na minha mente! Filosofia pós-balada...não julguem.

Bom, fica aí mais uma dica. Recomendo SIM esta iguaria depois de ter tomado muita cerveja. Para um encontro romântico, atenção aos perdigotos voadores e principalmente aos penduricalhos que ficam entre os dentes. E procure saber se a garota não se importa de comer em pé ao lado de um guarda de trânsito. No mais, é uma experiência inesquecível.

Endereço: Viaduto 9 de Julho, 193 - mapa
Fone:
3257-7121
Horário: 24h
Preço: R$ 9,00 (pernil e suco)
Site: http://www.estadaolanches.com.br/